Tecnologia

Adoção de inteligência artificial e tecnologias digitais acelera produtividade em empresas brasileiras

Fonte(s): Folha de S.Paulo, Investing.com, InfoMoney, Agência Brasil 5 leituras
Adoção de inteligência artificial e tecnologias digitais acelera produtividade em empresas brasileiras
UCF

As empresas brasileiras passam por uma transformação digital acelerada, impulsionada pela busca por competitividade e ganhos expressivos de produtividade. Dados da Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), divulgada pelo IBGE, mostram que o uso de inteligência artificial nas indústrias nacionais mais que dobrou em apenas dois anos, saltando de 16,9% em 2022 para quase 42% no primeiro semestre de 2024. Esse movimento reflete uma confiança generalizada no setor corporativo, onde 74% das organizações no país esperam elevar sua produtividade em mais de 20% nos próximos cinco anos por meio da integração de processos digitais e automação.

O avanço tecnológico é liderado pela computação em nuvem, utilizada por 77% das empresas industriais, e pela crescente adoção de inteligências artificiais generativas em áreas como administração, comercialização e desenvolvimento de projetos. Segundo o gerente de pesquisas temáticas do IBGE, Flávio Peixoto, a computação em nuvem apresenta um uso mais abrangente em diversas áreas das companhias, enquanto tecnologias como a manufatura aditiva ainda possuem aplicações mais localizadas nos processos de produção. Nove em cada dez empresas que aderiram a essas ferramentas relatam aumento imediato de eficiência, consolidando a tecnologia como pilar estratégico autônomo.

A necessidade de se tornar competitivo em um cenário globalizado tem levado gestores a priorizarem investimentos técnicos, mesmo diante de desafios como a escassez de talentos e mudanças demográficas. Conforme explicou James Barroso, diretor de Estratégia da Infor, a automação de processos repetitivos e sem valor agregado é o principal caminho para melhorar a performance operacional, mas exige uma mentalidade que democratize o acesso à informação. De forma complementar, a consultora Martha Gabriel ressalta que o sucesso depende da união entre tecnologia e pessoas para transformar dados em insights que gerem soluções e inovações reais nos resultados.

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The Motley Fool

O aporte financeiro em novas ferramentas varia conforme o setor e a estratégia de negócio, podendo chegar a 10% do faturamento em segmentos de alta transformação, como o bancário, de software e telecomunicações. Entretanto, o investimento exige cautela e planejamento rigoroso quanto à segurança cibernética, especialmente sob a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impõe sanções severas para vazamentos de informações. Segundo Vinholi, do Sebrae, o processo de maturação tecnológica requer dedicação da equipe em treinamentos constantes e, em muitos casos, a contratação de especialistas para gerir a infraestrutura digital.

O impacto dessas mudanças é sentido diretamente na tomada de decisões e na experiência do cliente final, desde o setor de serviços até a indústria de base. O planejamento estruturado, que define a granularidade dos dados necessários e onde eles estão disponíveis, tem permitido que empresas de diferentes portes criem hipóteses mais precisas e testem soluções de forma ágil. Para o diretor da Mastercard, Linares, cada passo da abertura de um negócio até sua expansão deve ser acompanhado por uma estratégia de dados bem definida para garantir que a inovação tecnológica se traduza em valor de mercado.

O cenário para 2025 e os anos subsequentes aponta para uma consolidação definitiva das tecnologias avançadas, com as empresas buscando integrar big data, internet das coisas e robótica em seus cotidianos. A motivação para essa adesão é majoritariamente estratégica e interna, embora a influência de fornecedores e a pressão da concorrência também desempenhem papéis fundamentais na modernização do parque industrial brasileiro. O próximo passo para as companhias reside na evolução da cultura organizacional orientada por dados, garantindo que a tecnologia não seja apenas uma ferramenta isolada, mas o motor central da sustentabilidade econômica e do crescimento futuro.

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