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Tecnologia e automação tornam-se eixos centrais para produtividade nas empresas brasileiras

Fonte(s): G1, Correio Braziliense, Exame, Agência Brasil, InfoMoney 2 leituras
Tecnologia e automação tornam-se eixos centrais para produtividade nas empresas brasileiras
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A transformação digital consolidou-se como o motor de produtividade para as empresas brasileiras, que projetam um salto de eficiência superior a 20% nos próximos cinco anos. O movimento reflete uma mudança estrutural na forma como as organizações operam, deixando de ver a tecnologia apenas como suporte operacional para tratá-la como um eixo central de sobrevivência e crescimento. Atualmente, cerca de 74% das companhias no país acreditam que ferramentas avançadas, como inteligência artificial e automação de processos, são fundamentais para garantir o sucesso em um mercado cada vez mais competitivo e afetado por oscilações econômicas.

No cotidiano corporativo, a implementação de sistemas de gestão integrada e ferramentas de colaboração online tem sido a solução para gargalos históricos, como o microgerenciamento e a falha de comunicação entre equipes. Segundo Fernanda Bordini, gerente do Zoho Workplace, o uso dessas plataformas organiza fluxos de trabalho e amplia a autonomia dos colaboradores, especialmente em modelos de trabalho híbrido ou remoto. Ao automatizar tarefas repetitivas, as empresas conseguem liberar capital humano para funções mais estratégicas, reduzindo custos operacionais e acelerando prazos de entrega em diversas frentes de atuação.

Entretanto, a aplicação dessas inovações ainda revela disparidades significativas no cenário nacional. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.Br) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, embora 69% das empresas utilizem alguma tecnologia digital, a maioria ainda está em estágios iniciais de digitalização. Enquanto grandes corporações avançam com conectividade por fibra ótica em 91% dos casos e uso intenso de nuvem, os pequenos negócios enfrentam barreiras de acesso e implementação, muitas vezes limitando-se ao uso básico de redes sociais e ferramentas de comunicação simples para manter o contato com o público.

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A visão estratégica sobre o papel da tecnologia também passa por uma transição importante, deixando de ser apenas uma forma de corrigir falhas para se tornar um vetor de novos modelos de negócio. De acordo com Pablo Rodrigues Nunes, CEO da Brevya, a discussão atual foca em como estruturas já consolidadas, como o WhatsApp, podem assumir funções complexas de relacionamento e operação. Essa mudança de perspectiva é acompanhada por uma busca incessante por eficiência, onde softwares de gestão atuam como alavancas para superar crises. O professor Lawrence Koo, da PUC-SP, ressalta que o software substitui o operacional pesado, permitindo uma visão em tempo real de indicadores vitais para a saúde financeira da companhia.

O impacto prático desse investimento tecnológico é visível na melhoria da qualidade dos serviços e na capacidade de produção sem a necessidade de aumentar proporcionalmente as equipes. Com a mudança na pirâmide etária brasileira e a dificuldade crescente de contratar profissionais qualificados, a automação torna-se a principal via para produzir mais com os recursos existentes. Ricardo Chisman, líder de consultoria da Accenture, alerta que as empresas que investem de forma sábia agora capturam benefícios de longo prazo, enquanto aquelas que ignoram a modernização correm o risco de obsolescência por pararem no tempo diante da concorrência global.

Para os próximos anos, a tendência é uma intensificação nos investimentos, com quase 80% dos empresários brasileiros planejando elevar os aportes em tecnologia em pelo menos 20%. O foco deve se deslocar da digitalização básica para o uso de inteligência artificial, machine learning e análise de grandes volumes de dados. O desafio pendente reside em democratizar o acesso a essas ferramentas de ponta para os setores de menor porte, garantindo que a produtividade nacional não fique concentrada apenas em nichos de alta tecnologia, como o setor automotivo, mas permeie toda a cadeia produtiva e contribua para o desenvolvimento econômico sustentável do país.

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