A seleção brasileira inicia sua caminhada em busca do hexacampeonato mundial neste sábado, 13 de junho de 2026, enfrentando a seleção do Marrocos no New York/New Jersey Stadium, em East Rutherford. Sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, a equipe entra em campo pelo Grupo C em um dos palcos mais vigiados da competição, conhecido tanto por sua modernidade quanto pelo histórico de preocupações com a integridade física dos atletas devido ao gramado. O confronto marca a estreia oficial do Brasil no torneio sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, atraindo as atenções para a nova dinâmica tática implementada pela comissão técnica europeia.
Para o duelo de estreia, Ancelotti confirmou modificações importantes e esclareceu a situação de Neymar, que não foi relacionado para a partida inicial. Segundo o treinador, a ausência do craque é uma medida de precaução para garantir sua recuperação plena ao longo da fase de grupos. Sem o camisa 10, a escalação brasileira traz Lucas Paquetá entre os titulares e a jovem promessa Endrick como uma das principais peças ofensivas. A equipe titular conta ainda com a experiência de Marquinhos na zaga e o protagonismo de Vinicius Junior, que deve travar um duelo particular nas pontas com o lateral marroquino Achraf Hakimi.
O adversário brasileiro chega ao Mundial com uma campanha sólida de invencibilidade e um elenco marcado pela diversidade de perfis. Entre os jogadores marroquinos que enfrentam o Brasil, destacam-se atletas com trajetórias pouco convencionais, como um estudante de física, um ex-jogador de futsal e até o filho de uma lenda do tênis mundial. Essa composição reflete a renovação do futebol africano, que busca surpreender as potências tradicionais logo na primeira rodada. Enquanto isso, nos bastidores do Mundial, tendências de marketing também chamam a atenção, como a predominância de chuteiras cor-de-rosa utilizadas por diversos atletas como parte de estratégias comerciais das fornecedoras de material esportivo.
Além do campo brasileiro, a rodada da Copa do Mundo registrou o empate entre Catar e Suíça por 1 a 1 pelo Grupo B, em Santa Clara. O jogo foi histórico por registrar o primeiro gol de pênalti desta edição, convertido pelo atacante suíço Breel Embolo, após Boualem Khoukhi abrir o placar para os cataris. Fora das quatro linhas, o torneio é classificado por especialistas e pela própria Fifa como o maior evento já realizado, mas enfrenta controvérsias políticas. A Federação Iraniana de Futebol protestou contra a revogação de ingressos para seus torcedores e restrições à exibição de bandeiras históricas, elevando a tensão para as partidas que ocorrerão em Los Angeles.
A influência política se estende às lideranças dos países-sede, como demonstrado pelo contato direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o técnico da seleção americana, Mauricio Pochettino, antes da vitória na estreia contra o Paraguai. O governo dos Estados Unidos também mantém negociações paralelas sobre tarifas comerciais e acordos diplomáticos com o Irã, o que acaba reverberando no clima organizacional do evento. Com investimentos recordes e preços de ingressos elevados, esta edição da Copa do Mundo testa a capacidade comercial do esporte em território norte-americano e o limite da paciência dos torcedores com as questões geopolíticas envolvidas.
Os próximos passos da seleção brasileira dependem do resultado em Nova Jersey para definir a tranquilidade no restante da fase de grupos. Após o confronto contra o Marrocos, a comissão técnica avaliará a evolução clínica de Neymar para determinar sua participação no segundo jogo. Paralelamente, a Fifa e os comitês organizadores locais seguem sob pressão para garantir que a logística e a segurança nas sedes atendam à demanda de um Mundial com formato expandido, enquanto o mundo aguarda para ver se o favoritismo das grandes seleções se confirmará diante de adversários cada vez mais preparados taticamente.